
STRESS NÃO É DOENÇA
No corpo humano existem mecanismos inatos que funcionam como proteção às agressões exteriores. Essas agressões podem ser físicas, como calor ou frio em excesso, ou emocionais, como o perigo iminente. A reação do corpo à agressão (stress) é chamada “adaptação” e consiste num mecanismo complexo que envolve o sistema nervoso e o sistema glandular (endócrino). O conjunto das respostas que constituem a adaptação varia, dependendo da natureza do stress e do caráter básico do indivíduo. Em geral, a responsabilidade do stress físico é física: a resposta adaptacional ao stress emocional é física e psicológica. Estas últimas respostas podem ser expressas pelas reações de ira, medo, desgosto, etc. Uma das mais importantes, é a reação a uma agressão grave e repentina, que provoca uma resposta generalizada, conhecida como choque, estado no qual o conteúdo sanguíneo do corpo é redistribuído aos órgãos mais necessitados. No entanto, se durar muito tempo pode perder sua eficácia como mecanismo protetor e levar à morte. Outra reação muito comum é a alergia; a resposta alérgica, na forma da asma ou urticária é a defesa do corpo contra substâncias estranhas. Mas se a reação protetora for muito intensa (como no caso da asma brônquica), pode ser mais séria do que o stress que a originou. Da mesma forma que o stress físico pode provocar reação física (asma), um stress psicológico (medo). A reação do medo é biologicamente destinada a ajudar a pessoa a enfrentar o perigo. Assim diante do perigo, as glândulas ad-renais produzem certa secreção que capacita o corpo a suportar o stress. Os elementos psicológicos do medo podem tornar-se intensos a ponto de comprometer a capacidade do indivíduo; e a resistência prolongada dos elementos físicos pode causar doença física.
Afinal o que é o stress?
Em 1936 Hans Selye, médico e pesquisador austríaco que trabalhava em Montreal, no Canadá, empregou pela primeira vez, como termo médico, a palavra inglesa stress, para caracterizar qualquer agente ou estímulo, nocivo ou benéfico, capaz de desencadear no organismo mecanismos neuroendócrinos de adaptação. Em 1950 Selye publicou a obra que o consagrou, na qual expôs de modo completo a síndrome geral de adaptação, sob o título “Physiology and Pathology of Exposure to Stress”.
Segundo Dra. Marilda Emmanuel Novaes Lipp, o stress é uma condição de desequilíbrio do funcionamento, tanto físico como mental. Em momentos de tensão excessiva, todo o organismo é afetado de pronto, não há danos maiores para a pessoa. No entanto se a condição de desequilíbrio permanecer por tempo excessivo, as doenças começam a surgir e a impaciência, ansiedade e a depressão se estabelece.
“O stress não é uma doença, é uma reação perfeitamente normal do organismo e indispensável para a sobrevivência humana. Sem a drenalina provocada pelo stress não há preparo para enfrentar uma situação de grande perigo ou uma emoção forte. Neste caso ocorreria a paralisação, e o ser humano ficaria sem ação, algo extremamente desfavorável dependendo da situação”. “Como nos ensina a Dra Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro.”
Alguns médicos chamam essas doenças resultantes de stress psicológico de doenças psicossomáticas.
Doenças e sintomas psicossomáticos, geralmente são de caráter físico, produzidos por fatores neuróticos (emocionais) ou nos quais os fatores neoróticos desempenham papel importante. Nenhum órgão do corpo é imune a esses problemas, que podem manifestar-se sob forma de alergia erupção cutânea e outros tipos de doença física orgânica. Essas doenças estão relacionadas com o estômago, podendo manifestar-se por hiperacidez (azia), má digestão e até mesmo úlcera, pode, ainda, comprometer os intestinos e causar uma indisposição espásticas psicossomáticas podem assumir a forma de uma colite acentuada, com a formação de úlceras nas paredes do intestino.
Algumas reações ao stress são essenciais à saúde. Por exemplo, a reação alérgica resulta do mesmo mecanismo que permite a imunidade a certas doenças. Similarmente, em qualquer doença física, a produção de certos hormônios pelas glândulas ad-renais é um recurso do organismo para combater a doença. Acredita-se que resposta adaptacionais desequilibradas, hiperativas ou hipoativas, podem resultar em doença física verdadeira. A alergia pode resultar do desequilíbrio de uma resposta adaptacional física. A pressão sanguínea alta, por lado, é considerada por muitos como conseqüência de hiperatividade de uma resposta de adaptação emocional. Quando a pessoa se excita sua pressão sobe e ela torna-se mais perturbada. E se o excitamento persiste muito tempo, a pressão fixa-se em níveis altos e a pessoa fica fisicamente doente. Por outro lado, em certas doenças, os órgãos adaptacionais reagem como se estivessem exaustos. Por exemplo, as glândulas ad-reais podem secretar uma quantidade insuficientemente de hormônios (cortisona) e o corpo então reage deficientemente. Isso provoca doenças c Omo artrite ou colite. A administração de hormônios da ad-renal (cortisona) pode normalizar a situação.
A reação do stress é benéfica ou maléfica?
É basicamente benéfica, uma vez que constitui um sistema biológico de autoproteção. Mas isso depende da intensidade da reação adaptativa; se o sistema adaptaciopnal se torna hiperativo ou se adaptativo; se o sistema adaptacional se torna hiperativo ou se exaure, pode originar doença física ou mental verdadeira.
Qual é a relação dos mecanismos de stress com os chamados distúrbios psicossomáticos?
Os distúrbios psicossomáticos são considerados por muitos médicos como o resultado físico de tensão emocional prolongada. Doenças como a pressão sanguínea alta, a úlcera péptica e o hipertireoidismo entram nessa categoria. Outras doenças, como a artrite, a colite e as alergias são consideradas conseqüência de uma resposta deficiente do sistema adaptacional através da exaustão.
Convém ressaltar que o stress pode ser provocado por uma Depressão, e a Depressão também pode ser provocada por stress.
Até que ponto o stress pode influenciar no envelhecimento
Muitos pesquisadores acreditam que o processo de envelhecimento resulte, até certo ponto, de agressões freqüentes e contínuas ao corpo, em períodos prolongados. O endurecimento das artérias, por exemplo, pode resultar da pressão sanguínea alta e da diabete e ambas podem ser consideradas respostas adapatacionais. As glândulas endócrinas, em particular, tende acelerar o processo de envelhecimento. Parece que para prolongar a vida, deve-se evitar qualquer tipo de stress excessivo.
CONCLUSÃO
Não aprendemos e não sabemos trabalhar com as nossas emoções, principalmente com o medo e a raiva. As civilizações antigas aprendiam a lidar com as emoções através de rituais, trabalhavam tanto o medo como a raiva, o que fazia parte do dia a dia. Os conhecimentos eram passados através dos rituais iniciáticos ou passados de pais para filhos, ou ainda, de mestres para discípulo. Na civilização atual os rituais foram banidos, o que realmente aconteceu, as pessoas não estão preparadas, não foram educadas, não sabem lidar com as emoções, medo e raiva. No cristianismo as pessoas são educadas para não sentirem raiva, com isso tanto o medo como a raiva são mascarados, tornando-se assim uma doença patológica. O medo é expressado através da ansiedade. Como a raiva não pode ser expressada, é contida para não configurar como pecado ou falta de educação ou respeito. Com isso a raiva é introjetada e vai para dentro da depressão. A raiva incontrolada passa a ser agressividade, que outra coisa que as pessoas não aprenderam a trabalhar. As pessoas não canalizam a agressividade. A depressão nada mais é do que uma agressividade contida. Como as pessoas não conseguem manifestar a raiva contida, passam a sentirem frustradas, passam a se martirizarem, torna-se um dor emocional, com isso ela se fecha, passa a querer ter controle de tudo. Como não conseguem ter controle do futuro passa a serem ansiosas, já os depressivos não conseguem ter controle sobre os fatos do passado. Normalmente as pessoas stressadas ou deprimidas são controladoras, sofrem, sente raiva, sentem o orgulho ferido é a raiz é a raiva contida.
Sintomas que indicam a necessidade de uma pessoa receber cuidados psiquiátricos
1 – doenças freqüentes que não são claramente de origem física;
2 – queixas prolongadas e persistentes, sem doença ou sintomas característicos;
3 – depressão freqüente e persistente;
4 – irritabilidade e gênio incontrolado;
5 – incapacidade de exercer um trabalho contínuo;
6 – fadiga persistente;
7 – conflitos freqüentes com as pessoas do convívio diário;
8 – ansiedade repetida e medo infundado;
9 – insônia persistente;
10- perda de apetite.
Emoções
É a resultante da experiência humana que reflete as reações e sentimentos que as pessoas experimentam em diferentes situações. São respostas psicológicas ( condicionadas por experiências anteriores) a várias situações. O medo, o amor, o ódio e a ira são alguns exemplos mais comuns.
Psiquiatria
É o ramo da medicina que se dedica ao estudo e ao tratamento das doenças da mente humana, dos distúrbios do comportamento e das emoções. Algumas dessas perturbações estão associadas às alterações do sistema nervoso, e por isso as áreas da psiquiatria e da neurologia sempre se cruzam.
Psicologia
É o ramo da biologia que estuda todos os aspectos do comportamento e da consciência.
Neuroses
São distúrbios emocionais caracterizados por respostas inadequadas, excessivas e anormais às situações da vida cotidiana. As reações neuróticas são, portanto aquelas que ultrapassam as reações emocionais comuns e caracterizam formas de comportamento nas quais as emoções passam a dominar a conduta das pessoas. Essas reações são freqüentemente desencadeadas por circunstâncias que perturbem particularmente o paciente em termos emocionais, mas são causadas por motivos não identificados ou inconscientes chamados conflitos que estão fora do controle do paciente. Entre as reações neuróticas estão fenômenos como a ansiedade, a irritabilidade, as compulsões, as fobias e certos tipos de depressão. Na verdade, as reações neuróticas representam respostas imaturas e contingências da vida cotidiana. Não precisa acontecer uma sobrecarga exagerada para estressar. Às vezes vários pequenos fatores se acumulam e sobrecarregam o organismo. Isto é muito importante, porque a maioria das pessoas acha que para estressar precisa existir um problema muito grande, e não precisa mesmo! Com o tempo aprendemos a controlar, administrar e conviver com os problemas que nos sobrecarregam e causam ansiedade. Cada pessoa tem um limite de problemas que ela consegue administrar, isso é individual. Você não precisa se livrar de todos os problemas ao mesmo tempo, basta aprender e administrar a quantidade que o sei organismo comporta.É importante, em primeiro lugar conscientizar e aceitar que esta stressado, em segundo ligar mudar os seus hábitos, reduzindo o consumo de bebidas alcoólicas, cigarros, ter uma alimentação mais saudável, procurar uma psicoterapia, dormir mais cedo, tirar férias, viajar, curtir a família, fazer meditação, yoga. Caminhadas. Não deixe de se tratar. Sua qualidade de vida só pode melhorar.
VITOR SANTOS e ALINE SANTOS são terapeutas, jornalistas escritores e pesquisadores
vitor.d.santos@hotmail.com
arcanjo.azul@hotmail.com
Referências:
1 - O stress dentro de você, Dra. Marilda Lippi, Editora Contexto
No corpo humano existem mecanismos inatos que funcionam como proteção às agressões exteriores. Essas agressões podem ser físicas, como calor ou frio em excesso, ou emocionais, como o perigo iminente. A reação do corpo à agressão (stress) é chamada “adaptação” e consiste num mecanismo complexo que envolve o sistema nervoso e o sistema glandular (endócrino). O conjunto das respostas que constituem a adaptação varia, dependendo da natureza do stress e do caráter básico do indivíduo. Em geral, a responsabilidade do stress físico é física: a resposta adaptacional ao stress emocional é física e psicológica. Estas últimas respostas podem ser expressas pelas reações de ira, medo, desgosto, etc. Uma das mais importantes, é a reação a uma agressão grave e repentina, que provoca uma resposta generalizada, conhecida como choque, estado no qual o conteúdo sanguíneo do corpo é redistribuído aos órgãos mais necessitados. No entanto, se durar muito tempo pode perder sua eficácia como mecanismo protetor e levar à morte. Outra reação muito comum é a alergia; a resposta alérgica, na forma da asma ou urticária é a defesa do corpo contra substâncias estranhas. Mas se a reação protetora for muito intensa (como no caso da asma brônquica), pode ser mais séria do que o stress que a originou. Da mesma forma que o stress físico pode provocar reação física (asma), um stress psicológico (medo). A reação do medo é biologicamente destinada a ajudar a pessoa a enfrentar o perigo. Assim diante do perigo, as glândulas ad-renais produzem certa secreção que capacita o corpo a suportar o stress. Os elementos psicológicos do medo podem tornar-se intensos a ponto de comprometer a capacidade do indivíduo; e a resistência prolongada dos elementos físicos pode causar doença física.
Afinal o que é o stress?
Em 1936 Hans Selye, médico e pesquisador austríaco que trabalhava em Montreal, no Canadá, empregou pela primeira vez, como termo médico, a palavra inglesa stress, para caracterizar qualquer agente ou estímulo, nocivo ou benéfico, capaz de desencadear no organismo mecanismos neuroendócrinos de adaptação. Em 1950 Selye publicou a obra que o consagrou, na qual expôs de modo completo a síndrome geral de adaptação, sob o título “Physiology and Pathology of Exposure to Stress”.
Segundo Dra. Marilda Emmanuel Novaes Lipp, o stress é uma condição de desequilíbrio do funcionamento, tanto físico como mental. Em momentos de tensão excessiva, todo o organismo é afetado de pronto, não há danos maiores para a pessoa. No entanto se a condição de desequilíbrio permanecer por tempo excessivo, as doenças começam a surgir e a impaciência, ansiedade e a depressão se estabelece.
“O stress não é uma doença, é uma reação perfeitamente normal do organismo e indispensável para a sobrevivência humana. Sem a drenalina provocada pelo stress não há preparo para enfrentar uma situação de grande perigo ou uma emoção forte. Neste caso ocorreria a paralisação, e o ser humano ficaria sem ação, algo extremamente desfavorável dependendo da situação”. “Como nos ensina a Dra Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro.”
Alguns médicos chamam essas doenças resultantes de stress psicológico de doenças psicossomáticas.
Doenças e sintomas psicossomáticos, geralmente são de caráter físico, produzidos por fatores neuróticos (emocionais) ou nos quais os fatores neoróticos desempenham papel importante. Nenhum órgão do corpo é imune a esses problemas, que podem manifestar-se sob forma de alergia erupção cutânea e outros tipos de doença física orgânica. Essas doenças estão relacionadas com o estômago, podendo manifestar-se por hiperacidez (azia), má digestão e até mesmo úlcera, pode, ainda, comprometer os intestinos e causar uma indisposição espásticas psicossomáticas podem assumir a forma de uma colite acentuada, com a formação de úlceras nas paredes do intestino.
Algumas reações ao stress são essenciais à saúde. Por exemplo, a reação alérgica resulta do mesmo mecanismo que permite a imunidade a certas doenças. Similarmente, em qualquer doença física, a produção de certos hormônios pelas glândulas ad-renais é um recurso do organismo para combater a doença. Acredita-se que resposta adaptacionais desequilibradas, hiperativas ou hipoativas, podem resultar em doença física verdadeira. A alergia pode resultar do desequilíbrio de uma resposta adaptacional física. A pressão sanguínea alta, por lado, é considerada por muitos como conseqüência de hiperatividade de uma resposta de adaptação emocional. Quando a pessoa se excita sua pressão sobe e ela torna-se mais perturbada. E se o excitamento persiste muito tempo, a pressão fixa-se em níveis altos e a pessoa fica fisicamente doente. Por outro lado, em certas doenças, os órgãos adaptacionais reagem como se estivessem exaustos. Por exemplo, as glândulas ad-reais podem secretar uma quantidade insuficientemente de hormônios (cortisona) e o corpo então reage deficientemente. Isso provoca doenças c Omo artrite ou colite. A administração de hormônios da ad-renal (cortisona) pode normalizar a situação.
A reação do stress é benéfica ou maléfica?
É basicamente benéfica, uma vez que constitui um sistema biológico de autoproteção. Mas isso depende da intensidade da reação adaptativa; se o sistema adaptaciopnal se torna hiperativo ou se adaptativo; se o sistema adaptacional se torna hiperativo ou se exaure, pode originar doença física ou mental verdadeira.
Qual é a relação dos mecanismos de stress com os chamados distúrbios psicossomáticos?
Os distúrbios psicossomáticos são considerados por muitos médicos como o resultado físico de tensão emocional prolongada. Doenças como a pressão sanguínea alta, a úlcera péptica e o hipertireoidismo entram nessa categoria. Outras doenças, como a artrite, a colite e as alergias são consideradas conseqüência de uma resposta deficiente do sistema adaptacional através da exaustão.
Convém ressaltar que o stress pode ser provocado por uma Depressão, e a Depressão também pode ser provocada por stress.
Até que ponto o stress pode influenciar no envelhecimento
Muitos pesquisadores acreditam que o processo de envelhecimento resulte, até certo ponto, de agressões freqüentes e contínuas ao corpo, em períodos prolongados. O endurecimento das artérias, por exemplo, pode resultar da pressão sanguínea alta e da diabete e ambas podem ser consideradas respostas adapatacionais. As glândulas endócrinas, em particular, tende acelerar o processo de envelhecimento. Parece que para prolongar a vida, deve-se evitar qualquer tipo de stress excessivo.
CONCLUSÃO
Não aprendemos e não sabemos trabalhar com as nossas emoções, principalmente com o medo e a raiva. As civilizações antigas aprendiam a lidar com as emoções através de rituais, trabalhavam tanto o medo como a raiva, o que fazia parte do dia a dia. Os conhecimentos eram passados através dos rituais iniciáticos ou passados de pais para filhos, ou ainda, de mestres para discípulo. Na civilização atual os rituais foram banidos, o que realmente aconteceu, as pessoas não estão preparadas, não foram educadas, não sabem lidar com as emoções, medo e raiva. No cristianismo as pessoas são educadas para não sentirem raiva, com isso tanto o medo como a raiva são mascarados, tornando-se assim uma doença patológica. O medo é expressado através da ansiedade. Como a raiva não pode ser expressada, é contida para não configurar como pecado ou falta de educação ou respeito. Com isso a raiva é introjetada e vai para dentro da depressão. A raiva incontrolada passa a ser agressividade, que outra coisa que as pessoas não aprenderam a trabalhar. As pessoas não canalizam a agressividade. A depressão nada mais é do que uma agressividade contida. Como as pessoas não conseguem manifestar a raiva contida, passam a sentirem frustradas, passam a se martirizarem, torna-se um dor emocional, com isso ela se fecha, passa a querer ter controle de tudo. Como não conseguem ter controle do futuro passa a serem ansiosas, já os depressivos não conseguem ter controle sobre os fatos do passado. Normalmente as pessoas stressadas ou deprimidas são controladoras, sofrem, sente raiva, sentem o orgulho ferido é a raiz é a raiva contida.
Sintomas que indicam a necessidade de uma pessoa receber cuidados psiquiátricos
1 – doenças freqüentes que não são claramente de origem física;
2 – queixas prolongadas e persistentes, sem doença ou sintomas característicos;
3 – depressão freqüente e persistente;
4 – irritabilidade e gênio incontrolado;
5 – incapacidade de exercer um trabalho contínuo;
6 – fadiga persistente;
7 – conflitos freqüentes com as pessoas do convívio diário;
8 – ansiedade repetida e medo infundado;
9 – insônia persistente;
10- perda de apetite.
Emoções
É a resultante da experiência humana que reflete as reações e sentimentos que as pessoas experimentam em diferentes situações. São respostas psicológicas ( condicionadas por experiências anteriores) a várias situações. O medo, o amor, o ódio e a ira são alguns exemplos mais comuns.
Psiquiatria
É o ramo da medicina que se dedica ao estudo e ao tratamento das doenças da mente humana, dos distúrbios do comportamento e das emoções. Algumas dessas perturbações estão associadas às alterações do sistema nervoso, e por isso as áreas da psiquiatria e da neurologia sempre se cruzam.
Psicologia
É o ramo da biologia que estuda todos os aspectos do comportamento e da consciência.
Neuroses
São distúrbios emocionais caracterizados por respostas inadequadas, excessivas e anormais às situações da vida cotidiana. As reações neuróticas são, portanto aquelas que ultrapassam as reações emocionais comuns e caracterizam formas de comportamento nas quais as emoções passam a dominar a conduta das pessoas. Essas reações são freqüentemente desencadeadas por circunstâncias que perturbem particularmente o paciente em termos emocionais, mas são causadas por motivos não identificados ou inconscientes chamados conflitos que estão fora do controle do paciente. Entre as reações neuróticas estão fenômenos como a ansiedade, a irritabilidade, as compulsões, as fobias e certos tipos de depressão. Na verdade, as reações neuróticas representam respostas imaturas e contingências da vida cotidiana. Não precisa acontecer uma sobrecarga exagerada para estressar. Às vezes vários pequenos fatores se acumulam e sobrecarregam o organismo. Isto é muito importante, porque a maioria das pessoas acha que para estressar precisa existir um problema muito grande, e não precisa mesmo! Com o tempo aprendemos a controlar, administrar e conviver com os problemas que nos sobrecarregam e causam ansiedade. Cada pessoa tem um limite de problemas que ela consegue administrar, isso é individual. Você não precisa se livrar de todos os problemas ao mesmo tempo, basta aprender e administrar a quantidade que o sei organismo comporta.É importante, em primeiro lugar conscientizar e aceitar que esta stressado, em segundo ligar mudar os seus hábitos, reduzindo o consumo de bebidas alcoólicas, cigarros, ter uma alimentação mais saudável, procurar uma psicoterapia, dormir mais cedo, tirar férias, viajar, curtir a família, fazer meditação, yoga. Caminhadas. Não deixe de se tratar. Sua qualidade de vida só pode melhorar.
VITOR SANTOS e ALINE SANTOS são terapeutas, jornalistas escritores e pesquisadores
vitor.d.santos@hotmail.com
arcanjo.azul@hotmail.com
Referências:
1 - O stress dentro de você, Dra. Marilda Lippi, Editora Contexto

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